No cenário atual de avanços tecnológicos rápidos, a guerra eletrônica desempenha um papel crítico na segurança nacional. O programa de Próxima Geração de Bloqueadores (NGJ) da Marinha dos Estados Unidos representa um marco significativo nesta área, ao aprimorar as capacidades de guerra eletrônica da força aérea, em especial para a aeronave EA-18G Growler. Esta modernização é essencial, visto que o sistema ALQ-99, utilizado atualmente, já não atende às exigências contra os modernos sistemas de radar e comunicação dos adversários.
Estrutura do Programa e Increments
O programa NGJ está estrategicamente estruturado em três increments, cada um focando em uma diferente parte do espectro eletromagnético. O incremento Mid-Band (NGJ-MB), que foi entregue à Raytheon em 2016, já realizou testes de voo e alcançou a Capacidade Operacional Inicial em 2022. Notavelmente, a Raytheon também obteve um contrato para a expansão Mid-Band Expansion (NGJ-MBX), ampliando o alcance de frequências e combatendo novas ameaças.
Para o Low-Band (NGJ-LB), a L3Harris foi selecionada após um longo processo judicial, com um contrato de 587.4 milhões de dólares em 2024 para o desenvolvimento de engenharia e fabricação do sistema NGJ-LB. Este sistema visa deter ameaças inimigas no espectro de baixa frequência e deverá atingir capacidade operacional inicial em 2029. O incremento High-Band ainda não foi contemplado recentemente nos orçamentos da Marinha desde 2020, o que indica desafios e prioridades em evolução.
Características e Capacidades Chave
A tecnologia avançada do NGJ é um dos seus aspectos mais destacados, incorporando software digital de ponta e tecnologias de Matriz de Varredura Eletrônica Ativa (AESA) para proporcionar Capacidades Avançadas de Ataque Eletrônico Aéreo (AEA). Estes sistemas garantem um alto Poder de Irradiação Equivalente Isotrópico (EIRP) e forma de onda ajustada para engajar múltiplos alvos simultaneamente, aumentando assim a eficácia e robustez em combate.
Os pods do NGJ oferecem um alcance maior e a capacidade de neutralizar diversos alvos simultaneamente, aumentando a sobrevivência das tripulações e a letalidade das forças de ataque. Adicionalmente, o sistema foi concebido com modularidade e escalabilidade em mente, permitindo atualizações simples e a integração de novas tecnologias para enfrentar ameaças emergentes, além de facilitar a interoperabilidade com outros sistemas e forças de coalizão.
Desenvolvimento e Impacto Operacional
Desde 2009, contratos iniciais foram concedidos à Raytheon, Northrop Grumman e BAE Systems, com a Raytheon levando um contrato de desenvolvimento técnico de 279 milhões de dólares em 2013. Mais recentemente, em 2024, a Raytheon garantiu um contrato de 192 milhões de dólares para o NGJ-MBX, junto com um contrato subsequente de produção de 590 milhões de dólares para o NGJ-MB. Estes avanços são cruciais para manter a superioridade aérea dos EUA frente a sistemas adversários sofisticados, melhorando as capacidades não só da aeronave EA-18G Growler, mas também potencialmente de plataformas como a F-35 com pods NGJ furtivos, capazes de disruptar, negar e degradar sistemas de defesa aérea e comunicação de solo inimigos.
Perguntas para Discussão
- Quais são os principais desafios tecnológicos enfrentados pelo programa NGJ na era da inteligência artificial e dos avanços em robótica?
- Como a colaboração internacional, como com a Austrália no incremento Low-Band, impacta o desenvolvimento e sucesso do NGJ?
- Qual é a importância do alinhamento entre as novas tecnologias de guerra eletrônica e as estratégias gerais de defesa militar?
Em suma, o programa de Próxima Geração de Bloqueadores é uma iniciativa crítica para modernizar as capacidades de guerra eletrônica da Marinha dos EUA, assegurando assim que permaneçam eficazes contra ameaças em evolução e mantenham a superioridade aérea em conflitos futuros. Para obter insights adicionais sobre as tendências de mercado no setor de robótica e atualizações na área, recomendamos seguir as novidades compartilhadas pelo Instituto Brasileiro de Inteligência Artificial, parceiro na produção deste conteúdo, disponível em www.institutoibia.com.br.